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Julgamento caso Henry Borel 2026: defesa abandona e júri adia

Julgamento caso Henry Borel 2026: defesa abandona e júri adia

O julgamento do caso envolvendo a morte do menino Henry Borel, iniciado em 23 de março de 2026 no Rio de Janeiro, foi interrompido após a defesa do ex-vereador Dr. Jairinho abandonar o plenário do Tribunal do Júri.

A saída ocorreu depois que a juíza responsável negou um pedido de adiamento feito pelos advogados. A defesa alegava não ter tido acesso completo a provas digitais do processo, incluindo conteúdos extraídos de um computador.

Mesmo após os argumentos, a magistrada entendeu que os materiais já estavam disponíveis nos autos e decidiu manter o julgamento.

Por que a defesa abandonou o plenário

Os advogados sustentaram que houve limitação no acesso às provas, o que, segundo eles, comprometeria o direito à ampla defesa — princípio garantido pela Constituição em julgamentos do Tribunal do Júri.

Após a negativa do pedido de adiamento, a equipe optou por deixar a sessão.

De acordo com informações do caso, essa decisão levou à interrupção do julgamento, que precisará ser retomado em nova data.

O que acontece quando a defesa abandona o julgamento

No sistema jurídico brasileiro, o réu não pode ser julgado sem defesa técnica.

Por isso, diante da ausência dos advogados, a Justiça pode adotar medidas como:

Nomear a Defensoria Pública ou um advogado dativo
Remarcar o julgamento
Avaliar se houve prejuízo ao andamento do processo

No caso, a acusação chegou a solicitar a nomeação de um defensor público para evitar o adiamento da sessão.

Decisões da Justiça após o ocorrido

A juíza classificou a saída da defesa como um ato que pode prejudicar o andamento da Justiça e determinou medidas administrativas.

Entre elas:

↝ Comunicação à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB)
↝ Possível responsabilização dos advogados
↝ Ressarcimento de custos gerados pelo adiamento

Além disso, o julgamento deverá ser remarcado para nova data.

Relembre o caso Henry Borel

menino-henry-borel.jpeg Julgamento caso Henry Borel 2026: defesa abandona e júri adia 

 
Foto : Google[/caption]

O caso teve início em março de 2021, quando o menino Henry Borel, de 4 anos, morreu no apartamento onde vivia com a mãe e o padrasto, no Rio de Janeiro.

Segundo investigações, laudos periciais apontaram múltiplas lesões causadas por ação violenta.

O caso ganhou grande repercussão nacional e levou à criação da chamada “Lei Henry Borel”, voltada à proteção de crianças e adolescentes vítimas de violência doméstica.

Próximos passos do processo

Com a interrupção do julgamento, a Justiça deverá definir:

↝ Nova data para o júri popular
↝ Quem assumirá a defesa do réu
↝ Se haverá novas medidas em relação à conduta dos advogados

O julgamento é responsável por decidir, por meio de jurados, se os réus são culpados ou inocentes.

Entenda o julgamento no Tribunal do Júri

Casos de crimes dolosos contra a vida — como homicídio — são julgados por um júri popular no Brasil.

Nesse modelo:

↝ Sete jurados são sorteados
Eles decidem sobre a culpa ou inocência
↝ O juiz conduz o processo e aplica a pena, se houver condenação

Atualização

Em uma data que reforça o Dia Internacional do Direito à Verdade sobre Violações dos Direitos Humanos, o andamento do caso Henry evidencia a importância da transparência, do acesso à informação e do devido processo legal.

Acompanhar o desenrolar de julgamentos como este é fundamental para compreender como a Justiça atua em casos de grande repercussão.

O caso segue em andamento, e a Justiça deverá definir os próximos passos do processo nos próximos dias.

A cobertura será atualizada conforme a divulgação de informações oficiais.

audiencia-henry Julgamento caso Henry Borel 2026: defesa abandona e júri adia 

Caso Henry: defesa de Jairo Souza Santos Júnior abandona julgamento e júri é interrompido

Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Fonte: O Globo

Liza Lima Prado

Radar Pop & News
Rio de Janeiro, 24 de março de 2026

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Esta matéria pode ser atualizada a qualquer momento.

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