Brasil sai do Oscar vitorioso, mesmo sem prêmios
O cinema nacional se consagra cada vez mais dentro e fora do nosso país e, mesmo sem estatuetas do Oscar, seguimos fazendo história.
Maria Gimenez | 16 de março de 2026
O Agente Secreto surgiu no Oscar na noite de ontem, 15 de março, como um gigante, representou o nosso país ao lado do indicado a melhor fotografia, Adolpho Veloso, e fez história — mais uma vez. É difícil lidar com a ausência da estatueta depois de chegarmos tão longe, mas é importante celebrar o cinema nacional e os caminhos que se ampliam para a visibilidade da nossa arte, que foi tão esnobada aqui e internacionalmente.
A Academia escolheu como queridinho da noite Uma Batalha Após a Outra — o que me pareceu justo em algumas categorias. O longa é uma caricatura política dos Estados Unidos atual. De 13 indicações, ganhou 6 e foi a desculpa da premiação por não darem mais atenção a Pecadores, que de 16 indicações levou apenas 4.
O nosso representante brasileiro perdeu a categoria de Melhor Filme Internacional para Valor Sentimental, uma escolha segura do Oscar para não escolher um filme político, mas que tem qualidade e representa uma realidade “comum”. Mesmo não sendo o favorito nas 4 indicações que recebeu (Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator (Wagner Moura) e Melhor Elenco), O Agente Secreto recebeu mais de 50 prêmios e é um marco para o nosso cinema de fato; ele, junto com Ainda Estou Aqui, fala de uma realidade ainda latente em nosso país.
Precisamos interpretar esse evento como mais uma vitória nacional para o cinema e entender que a representação do Oscar é grande, mas não é única. Tudo o que esse filme nos permitiu implacar interna e externamente vai além do que apenas 1 premiação pode fazer. Vamos seguir prestigiando a nossa arte e assistindo ao nosso cinema, pois fomos nós quem impulsionamos a voz do cinema e permitimos que esse filme gigante ganhasse tanta repercussão e conquistas.

Deixe uma resposta