Carregando agora

O fim das temporadas de 22 episódios: Por que as séries encolheram?

O fim das temporadas de 22 episódios: Por que as séries encolheram?

A era do streaming eliminou as temporadas longas e os famosos episódios “filler”. Entenda como essa mudança afeta nossa conexão com os personagens.

A ditadura das maratonas curtas

Atualmente, o público de TV vive em um cenário de produções cada vez mais enxutas. Frequentemente, as plataformas de streaming lançam temporadas com apenas oito ou dez episódios. Por causa disso, aquele modelo antigo de 22 episódios anuais parece ter ficado no passado da TV aberta. De fato, essa mudança radical transformou a maneira como consumimos narrativas audiovisuais.

Antigamente, as séries de canais como ABC e Warner ocupavam o ano inteiro do espectador. Todavia, o streaming prioriza agora o impacto imediato e o custo de produção reduzido. Certamente, essa estratégia evita que o público perca o interesse no meio da história. Por outro lado, essa agilidade narrativa sacrificou algo precioso: o tempo de convivência com os personagens.

A importância do episódio “filler”

Além da duração total, a estrutura dos roteiros mudou profundamente com a nova tecnologia. Consequentemente, os episódios de “enchimento” (ou fillers) foram praticamente eliminados. No passado, esses episódios não avançavam a trama principal, mas focavam no cotidiano dos protagonistas. Dessa maneira, o público criava laços afetivos reais e conhecia as nuances de cada personalidade.

Apesar de serem criticados no passado, esses momentos faziam as séries parecerem mais humanas. Ademais, o formato atual exige que cada segundo seja relevante para o mistério central ou para a ação. Portanto, não sobra espaço para diálogos banais ou situações cômicas sem propósito maior. Por esse motivo, muitas produções modernas parecem impessoais e excessivamente apressadas para os fãs veteranos.

O futuro da narrativa no streaming


20230129-173503-0000-1024x537 O fim das temporadas de 22 episódios: Por que as séries encolheram?

Com efeito, o retorno às temporadas longas parece improvável nos modelos de negócio atuais. Afinal, produzir 22 episódios com qualidade cinematográfica exige um investimento financeiro astronômico. Enquanto o público sente falta da rotina, a indústria foca em grandes eventos visuais que geram engajamento rápido. Visto que o consumo é frenético, as séries tornaram-se “filmes longos” divididos em partes.

Provavelmente, sentiremos cada vez mais saudade das séries que nos acompanhavam por meses a fio. Em suma, o fim das temporadas longas marca o encerramento de uma era de intimidade com a televisão. Por essa razão, as maratonas de clássicos como Grey’s Anatomy ou Supernatural continuam batendo recordes de audiência. Agora, resta saber se alguma plataforma terá a coragem de resgatar o charme do “enchimento” no futuro.

Quer saber quais são as melhores séries clássicas com mais de 20 episódios por temporada para maratonar agora? Venha conferir nosso site

Deixe uma resposta